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Entenda o que é DICOM, suas funcionalidades e benefícios para a telemedicina


O que vem a sua mente quando falamos em telemedicina?

  • Consultas online adotadas como uma forma segura de manter o distanciamento social
  • Oferecer ao paciente a possibilidade de acessar resultados de exames sem precisar ir aos laboratórios e consultórios
  • O diagnóstico online discutido por diferentes médicos que tratam do mesmo paciente em hospitais e clínicas fisicamente distantes
  • Clínicas que podem contar com especialistas multidisciplinares sem a necessidade de ter uma equipe presente

Se você pensou em qualquer uma dessas opções, saiba que a sua ideia de telemedicina está correta.

A telemedicina passou por evoluções que transformaram a relação – e o trabalho – de médicos, especialistas, clínicas e hospitais, mudando positivamente a rotina dos profissionais e pacientes.

E se hoje a medicina ainda parece um campo cheio de burocracias, saiba que ela já foi muito mais.

O DICOM é um dos responsáveis por desburocratizar, qualificar e facilitar a telemedicina, tornando o diagnóstico mais eficiente a partir da digitalização de exames médicos.

Sua contribuição para telemedicina é grande. E você vai entender o por quê.

O que é DICOM e como ele funciona?

DICOM é um conjunto de normas que unifica o formato de exames de diagnóstico como tomografia, mamografia e ressonância magnética no meio eletrônico. Seu principal objetivo é facilitar o armazenamento e a comunicação de diagnósticos médicos, garantindo que tudo seja feito de forma bastante eficiente e segura.

DICOM significa Digital Imaging and Communications in Medicine, ou em português, Comunicação de Imagens Digitais na Medicina

Ele se apresenta na forma de um conjunto de normas que garante que as imagens de diagnóstico obtidas em exames, mesmo quando realizadas em equipamentos de diferentes fabricantes, possam ser lidas por qualquer aparelho no formato digital.

De maneira simplificada, significa que um exame de tomografia realizado por um especialista em uma clínica poderá ser interpretado pelo médico de outra clínica, mesmo que os dois estabelecimentos possuam sistemas e aparelhos de marcas diferentes.

Tal compatibilidade representou um grande avanço na telemedicina, eliminando prejuízos para os médicos e pacientes.

Quando o DICOM foi criado?

O DICOM foi criado em 1983 a fim de evitar desafios como:

  • A falta de nitidez que prejudicava a avaliação e o diagnóstico por imagem
  • A variação de qualidade em uma mesma imagem, que tornava ruim a legibilidade
  • Para garantir a segurança nos processos de análises radiológicas e clínicas.

O padrão de DICOM já está em sua terceira versão desde que foi criado, a fim de melhorar o sistema de imagem e aumentar a produtividade do PACS (Picture Archiving and Communication System).

Qual a relação do DICOM com o PACS?

Nós já falamos sobre o PACS (Picture Archiving and Communication System). Ele representa uma evolução do DICOM, sendo que a relação do DICOM e PACS ocorre da seguinte maneira:

Após a captura de imagem dos exames realizados, como tomografia, mamografia, raio-x, as imagens são transmitidas de acordo com o protocolo DICOM, que determina (e unifica) o formato dos arquivos.

Em seguida, as imagens transmitidas no formato estabelecido pelo protocolo DICOM são compartilhadas e os dados e informações armazenadas em sistemas na nuvem ou no próprio servidor dos hospitais e clínicas.

Dessa forma, trabalhando de maneira conjunta, o DICOM e o PACS permitem que os exames sejam transmitidos (em formato de imagem) e as informações sejam compartilhadas e acessadas no ambiente web.

Quando armazenadas na nuvem, isso representa mobilidade e agilidade no diagnóstico. Pois dessa forma, médicos podem acessar exames e informações sobre o paciente de qualquer lugar.

Com a grande capacidade de armazenamento do PACS, outros benefícios experimentados são a eliminação no extravio de exames, acesso completo ao histórico do paciente, aprimorando o tratamento e a redução de custos para imprimir exames.

Quais as finalidades do padrão DICOM na radiologia?

Qualificação do atendimento

Com a possibilidade de compartilhar imagens de exames na nuvem, médicos e especialistas têm a oportunidade de acessar exames e fazer diagnósticos a partir de um dispositivo móvel.

Para as clínicas, isso representa a chance de oferecer serviços de diversas especialidades, mas sem a obrigação de ter uma equipe de médicos de todas as áreas presentes no local.

Além disso, diferentes especialistas podem colaborar para o diagnóstico e discussão sobre um caso clínico, já que os profissionais podem acessar a imagem em um ambiente web.

O DICOM também colaborou para tornar o atendimento mais ágil.

Em casos de emergência, a possibilidade de analisar imagens no caminho para o hospital pode fazer toda a diferença no tratamento de pacientes com trauma.

Facilidade no compartilhamento de informações

Além de enriquecer o diagnóstico com a possibilidade de contar com equipes complementares, o DICOM facilita o compartilhamento de informações entre sistemas de estabelecimentos diferentes e ao longo dos anos.

Por ser um padrão que deve ser seguido por todas as marcas, isso garante que diante da mudança de sistema em uma instituição, nenhum dados será perdido na migração e nenhum documento terá a visualização prejudicada por perda de qualidade.

Outro cuidado é que, mesmo em sua terceira versão, o DICOM preza pela compatibilidade dos novos formatos de imagens, ao mesmo tempo que mantém a compatibilidade com formatos antigos.

Tal decisão garante que as informações não sejam perdidas e eliminadas na atualização de novas versões.

Diagnóstico altamente preciso

O padrão DICOM garante que a qualidade das imagens de diagnósticos sejam altamente precisas, mesmo quando compartilhadas com tablets e smartphones.

Por isso, o DICOM é recomendado para todas as clínicas de diagnóstico por imagem que não querem perder nitidez e qualidade da imagem no processo de enviá-los a outros equipamentos.

Segurança para armazenar imagens

O armazenamento é apenas um dos benefícios oferecidos pelo padrão DICOM.

O Procedimento Realizado por Equipamento é outro protocolo do DICOM que emite relatórios sobre os exames realizados. Nele constam informações como horário de realização do exame, dados da imagem, doses de contraste utilizadas, entre outras coisas.

A Confirmação de Armazenamento oferece ainda mais segurança, confirmando o registro permanente sempre que uma imagem é analisada em uma estação de trabalho.

A Lista de Tarefas dá autorização a um equipamento específico para que equipes possam acessar informações de pacientes e exames agendados eletronicamente, permitindo que o mesmo seja eliminado com segurança após o uso.

Benefícios do padrão DICOM para o dia a dia dos médicos

Na rotina médica é comum surgirem momentos de dúvida onde é necessário uma análise mais profunda ou até mesmo um estudo em busca do diagnóstico correto.

Com as medidas de imagem, o DICOM permite que os médicos criem uma régua para medir determinada região a fim de descobrir a densidade de tumor, por exemplo.

Outro fator que aprimora a prática médica como um todo é que, ao uniformizar as análises e interpretações clínicas com base em protocolos científicos, o DICOM colabora para geração de dados sobre determinada patologia.

Dessa forma, além de ser uma ferramenta precisa para detecção de alterações, o DICOM é também uma ferramenta poderosa para facilitar a comunicação científica entre profissionais que compartilham informações a partir do padrão.

A melhor parte é que o padrão DICOM está em constante atualização e evolução, mostrando-se como um aliado poderoso da telemedicina.

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